28 de set. de 2010

O casal Macbeth, Luis Felipe Pondé

"(...) Se você é um frequentador de jantares inteligentes, dou uma dica. Nunca fale mal de Shakespeare, ou qualquer outro clássico, porque se tiver alguém ali que não seja "fake" vai saber que você é um bobo. Você passa, Shakespeare fica. Mas, vamos ao que interessa.

Na peça, Macbeth, um cavaleiro medieval, decide matar seu rei porque quer tomar o seu lugar e acaba desgraçado e morto. Há ai, entre tantas outras coisas, três questões que valem a pena se você quer saber o que é um ser humano.

(...)

Uma primeira questão são as qualidades de Macbeth como homem corajoso e inteligente que é se destaca dos outros em batalha. E por isso ganha títulos de nobreza. Mas Macbeth se perguntará: sou melhor que os outros, por que não posso ser eu o rei?

Quem nunca se sentiu "injustiçado" pelo destino? Entra em cena sua ambição. Hoje em dia, nessa época brega em que vivemos, talvez Macbeth pudesse ser modelo de "liderança" em workshops de recursos humanos. Mas, Shakespeare não era brega.

Outra questão é a sua relação com o sobrenatural: os feiticeiros o alertam para o destino de "sucesso" que o espera. As crenças religiosas sempre nos serviram para nos fazer crer que somos "acompanhados" por alguém. De novo, na época brega em que vivemos, talvez se diria que Macbeth acreditou que o universo conspiraria a seu favor.

Pobre idiota é aquele que não vê que o destino é sempre contra nós porque somos mortais.

Mas fica uma questão: qual é a medida certa da ambição: quantos de nós já moveram mundos para ao final se verem na condição de Macbeth no quinto ato: "A VIDA EH UM CONTO CONTADO POR UM IDIOTA, CHEIO DE SOM E FURIA, SIGNIFICANDO NADA".

O que adianta ganhar o mundo se você perdeu a sua alma? (...)

Outra questão é o famoso poder de Lady Macbeth sobre o marido. Para muitos especialistas, ela deveria ter sido a causa definitiva para o seu marido decidir assassinar o rei Duncan da Escócia. (...)

(..) Sabe-se que num dado momento Macbeth entra em crise e recua na certeza e cometer o assassinato. Sua esposa, então, o convence a continuar no projeto, "motivando-o" da forma correta. E qual é essa forma? Desafiando a sua virilidade e coragem.

Aqui Shakespeare põe o dedo na ferida: o homem morre de medo de ser fraco diante da mulher. (...) Nada mudou: ou o homem é "forte" ou não vale nada.

Quando você não souber mais a onde parar a sua ambição, lembre Macbeth. Quando você se sentir um miserável porque um simples olhar feminino lhe destrói, lembre de Macbeth. Quando você sentir que a vida é um conto idiota, lembre de Macbeth."

24 de set. de 2010

Brinquedinho



Nova câmera fotográfica da Pentax feita de LEGO.

Paralela 2010

Abriu ontem ao público a 5a edição do "Paralela", a Paralela 2010// A Contemplação do Mundo. Projeto que, como já diz o nome, ocorre paralelamente à Bienal, com o objetivo de complementa-la.
Sob a curadoria de Paulo Reis, nesta edição estão expostos 82 artistas, alguns já consagrados e outros que estão ainda no início de suas carreiras, em destaque Tiago Tebet, Bruno Dunley e Rafael Carneiro.
Para quem se interessou: http://paralela10.wordpress.com

Paralela 2010// A Contemplação do Mundo
Liceu das Artes e Ofício de São Paulo
De 23 de setembro à 28 de novembro
3a à 6a das 12h às 18h e sábado e domingo das 10h às 18h.
Rua Jorge Miranda, 676, Centro

23 de set. de 2010

Erros de letra de música mais toscos possíveis, cometido por ingleses, claro...


Jimi Hendrix - "Purple Haze"
Letra: "Excuse me while I kiss the sky"
Versão errada: "Excuse me while I kiss this guy"

Aerosmith - "Dude Looks Like A Lady"
Letra: "Dude looks like a lady"
Versão errada: "Do just like a lady"

Adele - "Chasing Pavements"
Letra: "Should I give up, or should I just keep chasing pavements"
Versão errada: "Should I give up, or should I just keep chasing penguins"

Bon Jovi - "Livin' On A Prayer"
Letra: "It doesn’t make a difference if we make it or not"
Versão errada: "It doesn’t make a difference if we’re naked or not"

ABBA - "Dancing Queen"
Letra: "Dancing queen, Feel the beat from the tambourine, oh yeah"
Versão errada: "Dancing queen, Feel the beat from the tangerine, oh yeah"

Nirvana - "Smells Like Teen Spirit"
Letra: "Here we are now, entertain us"
Versão errada: "Here we are now, in containers"

Johnny Nash - "I Can See Clearly Now"
Letra: "I can see clearly now the rain has gone"
Versão errada: "I can see clearly now Lorraine has gone"

Madonna - "Papa Don’t Preach"
Letra: "Papa don’t preach"
Versão errada: "Poppadom Peach"

Queen - "Bohemian Rhapsody"
Letra: "Scaramouche, Scaramouche, will you do the Fandango"
Versão errada: "Scallaboosh, Scallaboosh, will you to the banned tango"

Bee Gees - "Stayin’ Alive"
Letra: "Stayin' alive, stayin' alive"
Versão errada: "Steak and a knife, steak and a knife"

ABBA - "Dancing Queen"
Letra: "See that girl, watch that scene, dig in the dancing queen"
Versão errada: "See that girl, watch her scream, kicking the dancing queen"

Blue Oyster Cult - "Don’t Fear The Reaper"
Letra: "Seasons don’t fear the reaper"
Versão errada: "Jesus don’t fear the reaper"

Annie Lennox - "There Must Be An Angel"
Letra: "Must be talking to an angel"
Versão errada: "Must be talking to a ninja"

Fonte: UOL música

22 de set. de 2010

La Photocabine


La Photocabine é um site que tira uma foto de você, via webcam, e da um tratamento vintage na imagem. No final das contas, parece que a foto foi feita numa verdadira photbooth dos anos 60...

Confira aqui. É rápido e divertido.

PLAY! É HOJE!

21 de set. de 2010

Aula Magna

O reconhecido filósofo e sociólogo francês, Gilles Lipovetsky, ministra palestra intitulado “Consumismo x Felicidade”, nesta quinta, no espaço de eventos Manioca, a partir das 19h, no Jardim Paulistano, a convite da revista TRIP. Seu pensamento está atrelado aos conceitos de pós-modernidade e hiperindividualismo e é lugar comum em discussões intelectuais contemporâneas.

In my Craft or Sullen Art

Neste poema, o poeta galês Dylan Thomas (1914–1953) rejeita a obra literária como um meio para se garantir renda. Ele afirma que sua produção criativa é um fim em si mesmo; a referência ao amor reforça sua paixão em escrever despido de segundos interesses.

In my craft or sullen art
Exercised in the still night
When only the moon rages

And the lovers lie abed
With all their griefs in their arms,
I labour by singing light
Not for ambition or bread
Or the strut and trade of charms
On the ivory stages
But for the common wages
Of their most secret heart.
Not for the proud man apart
From the raging moon I write
On these spindrift pages
Nor for the towering dead
With their nightingales and psalms
But for the lovers, their arms
Round the griefs of the ages,
Who pay no praise or wages
Nor heed my craft or art.

Write About Love


Bela manhã de sol e rinite em que o corpo volta a ficar seco, mas pelo menos as pessoas estão na rua, andando para lá e para cá para seus destinos, a bicicleta saiu da garagem e foi na contramão da Oscar Freire, sorrindo.Ouvindo o novo álbum do Belle & Sebastian, com aquela pitada certinha de melancolia para dar a graça de uma ainda terça-feira.

Para quem interessa, o novo álbum: http://plugdeouvido.com/dicas/write-about-love-belle-sebastian-download-album-vaza-cd/



17 de set. de 2010

Breakbot - Baby I'm Yours (feat. Irfane) - HD

Stormtroopers Invadem São Paulo

Corram que eles estão chegando! aaaaaahhhh



O rapaz que saiu vestido de soldado imperial da série “Star Wars” chegou atrasado ao trabalho – tudo por causa de sua fantasia e da curiosidade das outras pessoas. Fanático pela série criada por George Lucas, o jovem Caio Komatsu, de 21 anos, pegou no batente apenas às 11h, e não às 9h, como de costume. “O chefe nem ficou bravo. Ele gostou da armadura.”

Nesta sexta-feira (17), ele decidiu ir vestido de “stormtrooper” (como são chamados os soldados) de sua casa, no Limão, Zona Norte, para a agência onde atua como analista de mídias sociais, na Vila Olímpia, região Sul de São Paulo. Na rua, no ônibus e nos dois trens que pega para ir ao trabalho, foi parado por diversas pessoas. “Queriam tirar foto comigo”, disse o rapaz. Um dos leitores do G1 registrou o jovem em uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolistanos (CPTM).
Mais aqui.

Era alta a noite e a lua...

FUMAR CHARUTOS é um dos vícios que cultivo com certo carinho. Depois de outro tipo de prazer, ele é o meu preferido. E, tal como o outro, traz às vezes alguns problemas. Deu-se que, formada a opinião de que sou curtidor de bons charutos, amigos ou eventuais solicitantes de um favor costumam me presentear com exemplares que consideram ser excelentes.

Acontece que fumar charuto é uma arte, um bom charuto é mais nobre do que o mais nobre dos champanhes. E o que há de ignorância e equívoco na matéria não é mole. De início, eu retribuía os presentes gentilmente, elogiando a qualidade e o espécime escolhido.

Mas tantas sofri que optei, em desespero de causa, pela sinceridade. Um dia, um amigo trouxe-me um charuto com o aviso: era da mesma marca fumada pelo presidente Kennedy num banquete na Casa Branca. No dia seguinte, ele me interpelou, julgando-me um ingrato, pois não lhe enaltecera as finas qualidades de sua amável lembrança.

Como sou amigo dele, agradeci mais uma vez o seu gesto, mas esculhambei o charuto, que o merecia ser. Para mim, charuto só havanas, "hechos em Cuba" e, eventualmente algumas marcas da antiga Suerdick, entre as quais incluo o generoso e popular "Ouro de Cuba". O resto só me dá trabalho e vexame.

E lembro um drama vivido, anos atrás, quando namorava certa donzela sergipana, caí na asneira de elogiar um mata-rato que o pai dela me ofertara, fabricação caseira, em Sergipe mesmo, creio que em Estância ou Propiá.

Dias depois, recebi dois imensos engradados de papelão com aqueles charutos infames. Distribuí o que pude entre adversários e desafetos, mas a provisão não acabava. Tentei me livrar deles através da lixeira do prédio onde morava. Entupi a lixeira e o síndico botou infamante aviso na portaria chamando-me de mau vizinho e péssimo condômino.

Uma noite, pedi a Kombi emprestada a um amigo e fomos os dois à Barra da Tijuca, onde havia uma pequena ponte sobre o braço do mar que ali forma uma restinga. Era alta a noite e a lua... bem, estou me perdendo, era madrugada, não havia ninguém e com a ajuda do meu amigo consegui jogar o engradado no mar.

O barulho quebrou o silêncio da noite, mas logo apareceu uma viatura da polícia pedindo satisfação. O que era aquilo que suspeitosamente boiava nas águas? Só podia ser um cadáver. Não havia lanterna à disposição, tentaram iluminar o caixote com os faróis do carro, mas não deu pé.

Apareceram outras patrulhas chamadas pelo rádio, haviam pilhado dois facínoras que se livravam de um cadáver. Das trevas irrompeu um repórter de "O Dia" para fazer a cobertura de mais um crime no agitado território da Barra daquele tempo. Eu jurava que eram charutos repudiados, mas provar quem há de? Só mesmo pela manhã, quando os primeiros pescadores saíram de suas cabanas para se fazer ao mar, foi possível apanhar o engradado que teimosamente insistia em não ir para o fundo.

Ainda bem. Se ele afundasse para sempre, eu não estaria escrevendo estas mal traçadas, pois deveria estar curtindo uma pena de 30 anos por homicídio e tentativa de ocultação de cadáver.
Felizmente tudo terminou bem. Aqueles charutos provaram a minha inocência. Ou seja, conseguiram o impossível: provar que, ao menos naquele transe, eu, que nunca fui inocente de nada, estava inocente mesmo.

De lá para cá, resisti à galanteria e sou sincero em matéria de charutos. Quem quiser me agradar pode me mandar "Montecristos", "Upmanns", "Romeos e Julietas", "Partagas", "Cohibas". Em casos mais modestos, aceito mesmo alguns havanas da Bahia. Depois dos cubanos, são os mais aceitáveis.

Na atual onda de repressão ao fumo, tenho passado alguns momentos desagradáveis, mas vou em frente. Procuro espaços abertos, mesmo assim me olham como um criminoso que atenta contra a estabilidade do universo. É banal a citação de Freud sobre charutos ("um charuto é apenas um charuto"). Ele também era vidrado neste prazer que pode causar câncer na garganta, mas eleva e consola a alma.

CARLOS HEITOR CONY. Ilustrada – sexta-feira, 17 de setembro de 2010.

Angus & Julia Stone - Paper Aeroplane

Sampa Jazz no Ibirapuera

Coguemlos verdes fritos e psicodélicos. Eu te convoco!

Em sua temporada 2010, o Sampa Jazz mantém a busca de aproximar grandes nomes da música internacional e artistas brasileiros de primeira linha. Considerado entre os melhores guitarristas em atividade, o holandês Jan Akkerman transita com mais intensidade pelo mundo do jazz e do rock. O também holandês Anton Goudsmit, líder do The Ploctones, recebeu o respeitado prêmio de Jazz "The Boy Edgar Price" e se apresenta com o rapper brasileiro Rappin Hood. O músico e compositor brasileiro Benjamim Taubkin recebe 4 músicos de diferentes regiões do Marrocos mostrando ao público a enorme identificação de ritmos e melodias entre a música brasileira e marroquina.

Dias: 17, 18, 19 de Setembro
Horários: Sexta, 21h; Sábado, 21h; Domingo, 19h
Duração: 90 minutos (aproximadamente).
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada).
Programação: Dia 17 - Ploctones e Rappin' Hood (Jazz + Hip Hop). Dia 18 - Jan Akkerman Band (Jazz + Rock). Dia 19 - Noite Moura: Imourane Quartet (Marrocos), Benjamin Taubkin e convidados



Vote na Dilma!

As promoções da época!

Vote na Dilma e ganhe, inteiramente grátis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.

Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.

Não pense que a promoção termina aqui. Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.

Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Marta Suplício em SP.

Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.

E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia. Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.

Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães. Tudo isto e muito mais!

TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN
Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa.






Este texto, ao que tudo indica, foi escrito por Arnaldo Jabor.




Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin
Eu sou louca por essas fotos.

16 de set. de 2010

Trecho de "Ilusões Perdidas", Honoré de Balzac

"Você liga então importância às coisas que escreve? – perguntou-lhe Vernou com ar de zombaria. – Mas nós somos negociantes de frases e vivemos de nosso comércio. Quando você quiser fazer uma grande e bela obra, um livro, enfim, poderá colocar nele os seus pensamentos, sua alma, amá-lo, defendê-lo; mas artigos, lidos hoje e amanhã esquecidos, esses não valem a meus olhos senão aquilo que por eles nos pagam"

Domingo Produtivo

The True Devil


Diana na capa da Revista Interview, na época editada por Andy Warhol


Diana Vreeland (1906 - 1989), foi a maior, mais excêntrica e sofisticada editora de moda do mundo.
Trabalhou para as duas revistas mais renomadas do ramo, começando pela Harper's Bazaar, onde ficou por 25 anos e depois para a Vogue de 1962 a 1971, modificando a maneira de fazer jornalismo. Além disso, ficou conhecida pelos seus impecáveis editoriais em parceria com o fotógrafo Richard Avedon.
Conhecida pelo seu gênio forte, já chegou a demitir uma funcionária por irritar-se com o barulho de seus saltos, alegando que isso tirava a sua concentração e, em contra partida, exigia que as suas assistentes mais próximas usassem acessórios bem extravagantes que fizessem bastante barulho.
É dela a pérola: "O bikini é a maior invenção do século depois da bomba atômica".

Mikhail Baryshnikov



Já começaram as vendas de ingressos para a apresentação de Mikhail Baryshnicov em São Paulo.
O maior dançarino vivo da dança mundial apresenta-se nos dias 19 e 20 de outubro no Teatro Alfa com o espetáculo Três Solos e Um Dueto.
Os ingressos custam entre R$50,00 e R$350,00. Eu vou!


Mikhail em "Três Solos e Um Dueto", com Ana Laguna



Compras pelo site www.ingressorapido.com.br
ou na bilheteria do teatro
.

"Rebelião em Silêncio"





A grande artista alemã contemporânea, Rebecca Horn, está expondo em São Paulo no CCBB.
"Rebelião em Silêncio", é uma retrospectiva de sua carreira e, também, a primeira vez em que o público brasileiro tem a chance de conhecer o seu trabalho de perto.
Tirem suas próprias conclusões de suas obras que conseguem atingir extremos. Unindo, simultaneamente, o real ao surreal, indo da sutileza à agressividade e da política à poesia.

"Rebelião do Silêncio", Rebecca Horn
CCBB - Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Das 10h às 22h. Entrada Gratuita.



15 de set. de 2010

Capa do LP "Bitches Brew - Miles Davis"

Trecho do livro "Dialética do Esclarecimento", de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer.

"No amor, o gozo estava associado à divinização da pessoa que o concedia, ele era a paixão propriamente humana. Mas acaba por ser revogado como um juízo de valor condicionado pelo sexo. Na adoração exaltada do amante, assim como na admiração irrestrita que lhe devia a amada, o que se repetia sempre era a transfigura da efetiva servidão da mulher. Com base no reconhecimento dessa servidão, os sexos voltavam sempre a se reconciliar: a mulher parecia assumir livremente a derrota, o homem conceder-lhe a vitória. O cristianismo transfigurou no casamento, como união dos corações, a hierarquia dos sexos e o jugo imposto ao caráter feminino pela ordenação masculina da propriedade, aplacando assim a lembrança de um passado mais feliz desfrutado pelo sexo feminino na era pré-patriarcal. Na sociedade industrial, o amor é faturado. A ruína da propriedade média e o desaparecimento do sujeito econômico livre afetam a família: ela não é mais a célula da sociedade, outrora tão celebrada, já que não constitui mais a base da vida econômica do burguês. Os adolescentes não têm mais a família como seu horizonte, a autonomia do pai desaparece e com ela a resistência a sua autoridade. Antes, a servidão na casa paterna acendia na moça a paixão que parecia levar à liberdade, ainda que esta não se realizasse nem no casamento nem em nenhum outro lugar. Mas, ao mesmo tempo que abre para a moça a possibilidade do emprego, fecham-se para ela as perspectivas do amor. Quanto mais universalmente o sistema industrial moderno exige de cada um que se deixe assalariar, mais se acentua a tendência a transformar os que não foram engolfados neste mar do white trash, em que se converteu o trabalho e o desemprego não-qualificados, no pequeno especialista, obrigado a cuidar da sua própria vida."

Wesley Duke Lee




Humor Hipster



Hoje ser hipster está em alta, e nem uma das figuras mais catastróficas da história da tragédia da humanidade poderia ficar de fora.

O site www.hipsterhitler.com garante uma boa dose de ironia e risadas. Para quem gosta de um belo humor negro, vai bem.




PS: Só para deixar claro que é uma brincadeira, que nós cogumelos somos do bem, ok? ;)

Laranja Psicodélica

Queridos cogumelos. Para os cinéfilos, a melhor dica é o blog laranja psicodélica várias pessoas postam filmes de diferentes estilos para serem baixados em megaupload, rapidshare, etc...


Para quem não sabe mexer, é necessário fazer o download do programa WIN RAR, em seguida é só fazer o download dos arquivos em RAR, seja no rapidshare, megaupload ou qualquer outro e descompressurizar o arquivo.


A maioria deles só roda com Real Player.


É fácil, bom e grátis! Eu sou adepto.

14 de set. de 2010

that's all

Pa-pa-pa-pa-pa

Como transformar o cafona em cool? Dois palitos.

MONOCLE



A MONOCLE é hoje em dia a mais interessante revista do mercado.
Quem a criou foi o canadense Tyler Brûlè, 42 (também fundador da Wallpaper* e colunista do Financial Times), a sua primeira edição saiu em fevereiro de 2007. Instalada em Londres, ela também pode ser encontrada em Zurique, Tokyo e Nova Iorque.
Suas sessões são divididas em ABCDE, sendo estas: Affairs, Business, Culture, Design e Edits; mostrando, portanto, a cada edição assuntos amplos e globais que podem ser - ou não, relacionados entre si. A MONOCLE é publicada dez vezes ao ano. Esta próxima será especial sobre São Paulo (já foi publicada uma especial Rio de Janeiro) e vai ser comercializada também por aqui. Recomendo.
www.monocle.com

"O negócio, que é a negação do ócio", Oswald de Andrade

Veruschka








Sem dúvida a melhor de todas.

Delfina Delettrez





Amo as jóias da Delfina Delettrez. São bonitas, bem feitas, inusitadas e divertidas. Saem do conceito careta e tradicional.
Anatomia, animais e caveiras são os seus principais temas de inspiração.

Quem vai ?