“Video games are worth loving, but loving them comes with shame. Not passing regret or social embarrassment, but a sharp-edged physical guilt: the hunch-backed, raw-fingered, burning-eyed pain that comes at the sad and greasy end of an all-night binge. You have ostentatiously, really viciously wasted your life; you might as well have been masturbating for the last nine hours—your hands, at least, would feel better.”
por Gabriel Winslow-Yost
28 de out. de 2010
27 de out. de 2010
25 de out. de 2010
Ímpar
Kana – Léo Nogueira
Solidão
É bom par
Pra ler, beber, compor, chorar
Solidão,
Ombro amigo
Xingo, brigo, e sabe me escutar
Solidão
Toda noite vem
Me ajudar a não dormir
Solidão
Me faz rir só
Gosto muito de você
A boca é um calabouço
Eu me calo e ouço bem
Todo mundo tem,
Todo mundo diz que é alguém
No mundo
Solidão
Me faz tão feliz
Um pôr do sol no meu porão
Solidão,
Sem falar, diz
Fundo no meu coração
Solidão
É bom par
Pra ler, beber, compor, chorar
Solidão,
Ombro amigo
Xingo, brigo, e sabe me escutar
Solidão
Toda noite vem
Me ajudar a não dormir
Solidão
Me faz rir só
Gosto muito de você
A boca é um calabouço
Eu me calo e ouço bem
Todo mundo tem,
Todo mundo diz que é alguém
No mundo
Solidão
Me faz tão feliz
Um pôr do sol no meu porão
Solidão,
Sem falar, diz
Fundo no meu coração
20 de out. de 2010
The i-Piauí Herald Ataca de Novo
BARRA DA TIJUCA - Depois de receber apoio de artistas, professores, alunos, operários, camponeses, artistas da Globo e demais setores comunistas da sociedade, a candidata Dilma Rousseff foi surpreendida por uma carreata na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, organizada por Ivo Pitanguy e por membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O acontecimento teve a presença de Vera Loyola, Carmem Mayrink Veiga, Narcisa Tamborindeguy e Angela Bismarchi. Todas sorriam muito toda vez que erguiam o braço para acenar, fato que, segundo elas, não se deve necessariamente à felicidade, mas à carência de epiderme.
"Reconhecemos a coragem e a determinação da candidata para desmistificar as cirurgias plásticas e o uso indiscriminado do laquê", disse Vera Loyola. A reportagem do the piauí herald não conseguiu identificar se a socialite estava emocionada. Animada com a presença de repórteres, Narcisa fez questão de marcar posição: "Dilma é uma loucura. Teve a coragem de pegar em armas e bisturis em prol do Brasil", afirmou.
A carreata terminará no Golden Room do Copacabana Palace onde haverá um evento beneficente conduzido por Amauri Jr. seguido de um showmício com Cauby Peixoto e Elza Soares. A noite terminará com um chá dançante organizado por Bruno Chateaubriand. "Ainda não precisei de plásticas, mas sei que o tempo é implacável", explicou Bruno.
No final da noite, a alta sociedade carioca assinará uma manifesto para que as patentes dos principais anti-depressivos seja quebrada.
http://revistapiaui.estadao.com.br/herald/capa.aspx
"Reconhecemos a coragem e a determinação da candidata para desmistificar as cirurgias plásticas e o uso indiscriminado do laquê", disse Vera Loyola. A reportagem do the piauí herald não conseguiu identificar se a socialite estava emocionada. Animada com a presença de repórteres, Narcisa fez questão de marcar posição: "Dilma é uma loucura. Teve a coragem de pegar em armas e bisturis em prol do Brasil", afirmou.
A carreata terminará no Golden Room do Copacabana Palace onde haverá um evento beneficente conduzido por Amauri Jr. seguido de um showmício com Cauby Peixoto e Elza Soares. A noite terminará com um chá dançante organizado por Bruno Chateaubriand. "Ainda não precisei de plásticas, mas sei que o tempo é implacável", explicou Bruno.
No final da noite, a alta sociedade carioca assinará uma manifesto para que as patentes dos principais anti-depressivos seja quebrada.
http://revistapiaui.estadao.com.br/herald/capa.aspx
18 de out. de 2010
17 de out. de 2010
Longboard Girls Crew
e eu numa onda skatista, tive muita vontade de participar desse crew.
Longboard Girls Crew from Juan Rayos on Vimeo.
16 de out. de 2010
The Radiant Child Official HD 1080p Trailer 2010
Esse documentario deve ser muito bom. Ainda mais para quem e fa do basquiat como eu.
15 de out. de 2010
Wallpaper*

A edição de outubro da revista Wallpaper* teve como editores convidados, David Lynch e Robert Wilson.
A capa da esquerda (Isabella Rossellini) é a de Robert Wilson. No recheio, são vários atores convidados e ao lado de cada foto há uma imagem para você escanea-la no seu smartphone e ouvir a música na qual a foto foi inspirada.
A capa de Lynch mostra um dos vários simbolos estampados ao longo da revista que representam unidade, paz, amor, etc.
8 de out. de 2010
Violinista Anônimo

Washington DC. Janeiro 2007, numa gelada estação de metro. Um homem se arrisca a reproduzir seis trechos de Bach por pouco menos de uma hora. Neste período, aproximadamente 2 mil pessoas passaram pela estação, a maioria indo ao trabalho. Depois de 3 minutos um homem na idade média percebeu que tinha um músico na plataforma. Seus passos ficaram mais divagares, chegou até a parar por alguns instantes, para logo retomar seu apressado caminho ao trabalho.
7 minutos
O violinista recebeu seu primeiro dollar. Uma mulher jogou a nota no chapéu devidamente posto a frente do músico. Ela não olhou para ele, não ouviu ele e, muito menos, parou de andar.
9 minutos
Um jovem encosta na parede para ouvir a música, depois olha pro relógio e continua a andar.
13 minutos
Uma criança de três anos parou, mas a mãe dele rapidamente tratou de por o filho no de volta ao ritmo do rush hour. Ele insistiu em olhar, mas não teve como resistir aos empurrões da mãe. De lá até a saída da plataforma o menino constantemente virava a cabeça para observar o violinista. Este script aconteceu várias vezes. Todos os pais, sem exceções, forçaram seus filhos a manterem os passos apressados.
45 minutos
O músico continua suando o violino. Somente 6 pessoas pararam para ouvir, todas por pouco tempo. Umas 20 chegaram a dar algum dinheiro, totalizando US$32.
1 hora
O violino cessou seu som e o silêncio imperou (sinestesia). Ninguém percebeu, muito menos aplaudiu ou reconheceu o maravilhoso trabalho.
Ninguém sabia, mas aquela pessoa tem nome: Joshua Bell, talvez o maior violinista vivo. Ele tocou uma das passagens mais difíceis e complexas já escritas por Bach, com um violino com valor médio de US$3,5 milhões. Dois dias atrás ele tinha esgotado os assentos num teatro em Boston. O das cadeiras girava em torno de US$100.
Essa é uma história verdadeira. O violinista anônimo foi uma experiência social do jornal Washington Post sobre percepção, gosto e prioridades.
As questões levantadas, entre outras muito mais profundas:
- Em um lugar comum, num horário inapropriado, percebemos beleza?
- Nós paramos para apreciar beleza?
- Reconhecemos talento fora de contexto?
Se não paramos nem por um segundo para apreciar o melhor músico, tocando a música mais bela, com o mais perfeito instrumento....
- Quantas outras coisas estamos perdendo?
Foto premiada
7 de out. de 2010
O Dedo de Luís
Me chamo Agenor Aparecido Arruda, tenho 69 anos de idade, fui usineiro mecânico dos 15 até os 27 anos de idade, quando percebi que teria mais lucro com um boteco ao lado da fábrica onde eu trabalhava. Como naquela fábrica de ferro só as peças e máquinas, todos biritavam antes, nos intervalos e depois do serviço. O dono do bar onde bebíamos queria passar o ponto e eu resolvi comprar. Foi nesta época que conheci Luís Inácio.
Magro inchado, bigode esculachado, calça boca-de-sino, sempre sorridente, tinha uma curiosa dicção que parecia cobra sibilando, e um costume muito curioso: enquanto esperava sua vez de jogar aquele bilharzinho muito mambembe dele, ele gostava de enfiar o mindinho na orelha para ver se tinha cera. Quando tinha, ele comia. Quando não tinha, fazia cara de indignado e resmungava alguma coisa. Eu cheguei a ter pesadelos com aquela cena, com aquele mindinho.
Seu Luís gostava de apostar alto, e vivia dando um jeito para que fosse com o dinheiro dos outros. Nisso eu devo dizer que ele era muito bom. Com um discurso enjoativo e grudento que parecia melado de cana, convencia a todos, inclusive eu, a pagar fiado. Era bom de bico aquele sujeito.
Aquele beberrão tinha também uma estranha admiração por minha Brasília, que eu havia comprado a muitas prestações. Todo o inicio de expediente ele parava, olhava para aquele carro, suspirava. Nunca vi coisa igual, nem eu tinha tanto apreço assim. Várias vezes, quando Luís Inácio tomava umas a mais e sumia de vista, eu o encontrava abraçado à Brasília, como se estivesse tendo um caso de amor com a dita cuja. Era um sufoco para tirá-lo de lá, ele não queria deixá-la de jeito nenhum. Ficava correndo em volta da Brasília gritando “É minha! A Brasília é minha e ninguém me tira!” Um sufoco. Ele vivia me enchendo o saco querendo comprar a Brasília, chegou a oferecer a própria mulher no negócio. Nunca aceitei, cá entre nós, sua mulher não valia lá essas coisas.
Pois bem, numa noite de hora extra, o senhor Inácio, como de costume, no intervalo do serviço se aportou no boteco, já mamado. Queria ir para a segunda garrafa da quentinha, como gostava de chamar, ou saborosa, minha gostosa, pura-purinha, começando a falar cada vez mais alto a besteirada que sempre falava. Quando ele ficava daquele jeito, todo o pessoal em volta fazia uma roda em torno dele — e quanto mais juntava gente, mais ele se entusiasmava. Alguns até aplaudiam, era impressionante. Mas daí tinha que separar tudo, senão virava fuzuê. Aliás, admirava o gosto do seu Luis pela caninha. Ouvi dizer que ele hoje só quer saber dos vinhos daqueles castelos lá França, coisa de barão, mas tenho certeza que ele ainda gosta da cana. Por mais que pra falar a verdade nunca soube direito como ele chegou lá no alto, ele chegou. Luís Inácio é um sujeito que merece cana. Saúde, seu Luís!
Bom, eu já ia me perdendo na história. Então, naquela noite, ele queria ir para a segunda garrafa, mas, devendo desde o seu primeiro dia de trabalho, há mais de 2 meses, recusei:
— Seo Luís, enquanto o senhor não pagar a conta, nada feito.
— Cumpanhero, nós somos cumpadi, camaradas, colegas, unha e carne, amigos, meu irmão de sangue me sirva aê mais uma pro chegado aqui.
— Irmão de sangue? O senhor tem mais cachaça fiada nas veias do que sangue. Ou paga ou a coisa vai ficar feia pro seu lado.
— Que que é isso, cumpanhero! Me dá mais uma, seu desgraçado!
— Pague a conta. Agora.
— Já sei, vamos fazer uma aposta no bilhar.
— Aposta? Seo Inácio, o senhor não tem dinheiro algum para apostar! Já disse que não quero sua mulher!
— Cumpanhero, ‘xa comigo que eu tenho um plano. Eu aposto meu mindinho.
-- Seu mindinho, senhor Inácio?
-- Já pensei em tudo, companheiro, vamo todo mundo sair no lucro!
Pensei comigo que nada teria a perder: ele já estava completamente embriagado, e se eu não aceitasse a aposta ele ficaria a noite inteira me atazanando. Ao menos, com a aposta, eu sabia que se ele perdesse, no máximo ele sairia de fininho, como sempre fazia, e só reaparecia no dia seguinte como se nada tivesse acontecido, chamando quem fosse de mentiroso e ladrão quando cobrassem dele o pagamento das apostas e dividas.
— Tá certo, seo Luís. Que vença o melhor.
-- Então mais duas cana da brava, e pendura na minha!
Va lá, achei melhor deixar ele mais bêbado e aumentar minhas chances vencer a aposta. Enquanto eu enchia um copo americano com uma pinga de cabeça da braba de Piracicaba que eu tinha num corote, alguém já tinha arrumado as bolas na mesa. Era preciso ver a cara de felicidade que Luís Inácio fazia enquanto olhava o preciso líquido sair pela torneirinha e encher o copo. Ele lambia os beiços, “me dá logo companheiro, me dá logo isso aí!”, sempre dizia.
Ele apanhou o copo, virou tudo de uma vez só, depositou o copo na borda da mesa, tentou segurar o taco com firmeza, puxou-o para trás e... lá se foi o pano novinho da mesa e a bola branca na caçapa. Gargalhada geral no bar.
— Tão rindo do que? Vão ficar rindo, é? Vão ficar rindo, suas bichas? Então eu vou é resolver essa coisa que nem macho! Que nem macho, ouviram? Coisa que vocês nunca serão! Bando de viados!
O bar ficou um silência só. Luís Inácio bebeu num só gole a primeira cachaça que viu pela frente. Babando cachaça, se limpou com a manga da camisa e, cambaleando, atravessou a rua rapidamente até ser parado pelo muro da fábrica, de testa na parede. Com muita dificuldade, seu Luís, estatelado no chão, conseguiu sentar-se. Tirou do bolso um pouco de fumo e enrolou seu cigarro de palha. Procurou por uma caixa de fósforos no bolso, acendeu seu cigarro, deu uma tragada funda, resmungou alguma coisa e gritou para nós “Seus viados! Vocês vão ver o que eu sou capaz de fazer! Bando de boiolas!”.
Então ele acaba o cigarro, se levanta, joga a bituca no meio da rua, com raiva. Berra de novo “Covardes!” e atravessa o portão da fábrica. Todos nós corremos para ver o que ele faria. Alegando que estávamos preocupados com o senhor Luís, rapidamente convencemos o vigia, poderoso Waldemar, como o chamávamos, a nos deixar ir atrás dele. Lá fomos nós — e deu tempo de ver a barbaridade.
Ele estava parado olhando fixamente a prensa já ligada. De repente, enfia o mindinho na prensa. Clamp!, a prensa baixa e o senhor Luís começa a urrar. O sangue esguicha mais de dois metros deixando as máquinas e todos ao redor cobertos de sangue. Sua roupa foi ficando cada vez mais ensanguentada, um rastro de sangue tingia o chão da fábrica, enquanto ele zanzava descontroladamente.
Todos alí ficaram pasmos, enquanto o sangue não parava de esguichar, enquanto seu Luís berrava de dor, tentando estancar o sangue, que só piorava a situação, pois daí escorria tudo pelo seu braço e ia formando uma poça de sangue por onde quer que ele fosse. Alguém se recupera do susto e sai correndo procurar pelo vigia, que tinha telefone. Seu Luís não parou de berrar até que a ambulância chegou com um anestésico. Foi levado de maca ao hospital, e me lembro que ele falava ao socorrista: “Companheiro, você me salvou deste terrível acidente! Aquilo é uma fábrica de acidentes!”.
Fiquei duas semanas sem ver o senhor Inácio, até uma noite em que ele chegou no bar com uns sujeitos da pesada, me xingando de filho da puta, dizendo que eu o tinha forçado a meter o dedo na prensa, me acusando de extorsão, e dizendo que ia quebrar a Brasília. Não deu outra: primeiro amassaram a coitada com barras de ferro e depois botaram fogo. Ficou irreconhecivel, sem qualquer possibilidade de restauro.
Depois daquela madrugada nunca mais vi o senhor Luís no trabalho. Alguém me disse que ele recebeu uma bela indenização por causa do “acidente”, se aposentou, e até hoje recebe dinheiro do governo. A conta no meu boteco continua pendurada até hoje.
Magro inchado, bigode esculachado, calça boca-de-sino, sempre sorridente, tinha uma curiosa dicção que parecia cobra sibilando, e um costume muito curioso: enquanto esperava sua vez de jogar aquele bilharzinho muito mambembe dele, ele gostava de enfiar o mindinho na orelha para ver se tinha cera. Quando tinha, ele comia. Quando não tinha, fazia cara de indignado e resmungava alguma coisa. Eu cheguei a ter pesadelos com aquela cena, com aquele mindinho.
Seu Luís gostava de apostar alto, e vivia dando um jeito para que fosse com o dinheiro dos outros. Nisso eu devo dizer que ele era muito bom. Com um discurso enjoativo e grudento que parecia melado de cana, convencia a todos, inclusive eu, a pagar fiado. Era bom de bico aquele sujeito.
Aquele beberrão tinha também uma estranha admiração por minha Brasília, que eu havia comprado a muitas prestações. Todo o inicio de expediente ele parava, olhava para aquele carro, suspirava. Nunca vi coisa igual, nem eu tinha tanto apreço assim. Várias vezes, quando Luís Inácio tomava umas a mais e sumia de vista, eu o encontrava abraçado à Brasília, como se estivesse tendo um caso de amor com a dita cuja. Era um sufoco para tirá-lo de lá, ele não queria deixá-la de jeito nenhum. Ficava correndo em volta da Brasília gritando “É minha! A Brasília é minha e ninguém me tira!” Um sufoco. Ele vivia me enchendo o saco querendo comprar a Brasília, chegou a oferecer a própria mulher no negócio. Nunca aceitei, cá entre nós, sua mulher não valia lá essas coisas.
Pois bem, numa noite de hora extra, o senhor Inácio, como de costume, no intervalo do serviço se aportou no boteco, já mamado. Queria ir para a segunda garrafa da quentinha, como gostava de chamar, ou saborosa, minha gostosa, pura-purinha, começando a falar cada vez mais alto a besteirada que sempre falava. Quando ele ficava daquele jeito, todo o pessoal em volta fazia uma roda em torno dele — e quanto mais juntava gente, mais ele se entusiasmava. Alguns até aplaudiam, era impressionante. Mas daí tinha que separar tudo, senão virava fuzuê. Aliás, admirava o gosto do seu Luis pela caninha. Ouvi dizer que ele hoje só quer saber dos vinhos daqueles castelos lá França, coisa de barão, mas tenho certeza que ele ainda gosta da cana. Por mais que pra falar a verdade nunca soube direito como ele chegou lá no alto, ele chegou. Luís Inácio é um sujeito que merece cana. Saúde, seu Luís!
Bom, eu já ia me perdendo na história. Então, naquela noite, ele queria ir para a segunda garrafa, mas, devendo desde o seu primeiro dia de trabalho, há mais de 2 meses, recusei:
— Seo Luís, enquanto o senhor não pagar a conta, nada feito.
— Cumpanhero, nós somos cumpadi, camaradas, colegas, unha e carne, amigos, meu irmão de sangue me sirva aê mais uma pro chegado aqui.
— Irmão de sangue? O senhor tem mais cachaça fiada nas veias do que sangue. Ou paga ou a coisa vai ficar feia pro seu lado.
— Que que é isso, cumpanhero! Me dá mais uma, seu desgraçado!
— Pague a conta. Agora.
— Já sei, vamos fazer uma aposta no bilhar.
— Aposta? Seo Inácio, o senhor não tem dinheiro algum para apostar! Já disse que não quero sua mulher!
— Cumpanhero, ‘xa comigo que eu tenho um plano. Eu aposto meu mindinho.
-- Seu mindinho, senhor Inácio?
-- Já pensei em tudo, companheiro, vamo todo mundo sair no lucro!
Pensei comigo que nada teria a perder: ele já estava completamente embriagado, e se eu não aceitasse a aposta ele ficaria a noite inteira me atazanando. Ao menos, com a aposta, eu sabia que se ele perdesse, no máximo ele sairia de fininho, como sempre fazia, e só reaparecia no dia seguinte como se nada tivesse acontecido, chamando quem fosse de mentiroso e ladrão quando cobrassem dele o pagamento das apostas e dividas.
— Tá certo, seo Luís. Que vença o melhor.
-- Então mais duas cana da brava, e pendura na minha!
Va lá, achei melhor deixar ele mais bêbado e aumentar minhas chances vencer a aposta. Enquanto eu enchia um copo americano com uma pinga de cabeça da braba de Piracicaba que eu tinha num corote, alguém já tinha arrumado as bolas na mesa. Era preciso ver a cara de felicidade que Luís Inácio fazia enquanto olhava o preciso líquido sair pela torneirinha e encher o copo. Ele lambia os beiços, “me dá logo companheiro, me dá logo isso aí!”, sempre dizia.
Ele apanhou o copo, virou tudo de uma vez só, depositou o copo na borda da mesa, tentou segurar o taco com firmeza, puxou-o para trás e... lá se foi o pano novinho da mesa e a bola branca na caçapa. Gargalhada geral no bar.
— Tão rindo do que? Vão ficar rindo, é? Vão ficar rindo, suas bichas? Então eu vou é resolver essa coisa que nem macho! Que nem macho, ouviram? Coisa que vocês nunca serão! Bando de viados!
O bar ficou um silência só. Luís Inácio bebeu num só gole a primeira cachaça que viu pela frente. Babando cachaça, se limpou com a manga da camisa e, cambaleando, atravessou a rua rapidamente até ser parado pelo muro da fábrica, de testa na parede. Com muita dificuldade, seu Luís, estatelado no chão, conseguiu sentar-se. Tirou do bolso um pouco de fumo e enrolou seu cigarro de palha. Procurou por uma caixa de fósforos no bolso, acendeu seu cigarro, deu uma tragada funda, resmungou alguma coisa e gritou para nós “Seus viados! Vocês vão ver o que eu sou capaz de fazer! Bando de boiolas!”.
Então ele acaba o cigarro, se levanta, joga a bituca no meio da rua, com raiva. Berra de novo “Covardes!” e atravessa o portão da fábrica. Todos nós corremos para ver o que ele faria. Alegando que estávamos preocupados com o senhor Luís, rapidamente convencemos o vigia, poderoso Waldemar, como o chamávamos, a nos deixar ir atrás dele. Lá fomos nós — e deu tempo de ver a barbaridade.
Ele estava parado olhando fixamente a prensa já ligada. De repente, enfia o mindinho na prensa. Clamp!, a prensa baixa e o senhor Luís começa a urrar. O sangue esguicha mais de dois metros deixando as máquinas e todos ao redor cobertos de sangue. Sua roupa foi ficando cada vez mais ensanguentada, um rastro de sangue tingia o chão da fábrica, enquanto ele zanzava descontroladamente.
Todos alí ficaram pasmos, enquanto o sangue não parava de esguichar, enquanto seu Luís berrava de dor, tentando estancar o sangue, que só piorava a situação, pois daí escorria tudo pelo seu braço e ia formando uma poça de sangue por onde quer que ele fosse. Alguém se recupera do susto e sai correndo procurar pelo vigia, que tinha telefone. Seu Luís não parou de berrar até que a ambulância chegou com um anestésico. Foi levado de maca ao hospital, e me lembro que ele falava ao socorrista: “Companheiro, você me salvou deste terrível acidente! Aquilo é uma fábrica de acidentes!”.
Fiquei duas semanas sem ver o senhor Inácio, até uma noite em que ele chegou no bar com uns sujeitos da pesada, me xingando de filho da puta, dizendo que eu o tinha forçado a meter o dedo na prensa, me acusando de extorsão, e dizendo que ia quebrar a Brasília. Não deu outra: primeiro amassaram a coitada com barras de ferro e depois botaram fogo. Ficou irreconhecivel, sem qualquer possibilidade de restauro.
Depois daquela madrugada nunca mais vi o senhor Luís no trabalho. Alguém me disse que ele recebeu uma bela indenização por causa do “acidente”, se aposentou, e até hoje recebe dinheiro do governo. A conta no meu boteco continua pendurada até hoje.
Good Vibe

Eu sei que nenhum dos cogumelos curte muito o assunto, mas se um dia algum de vocês decidir dar uma fuçada nas coleções que foram desfiladas nessa semana de moda de Paris, eu recomendo irem direto para a Louis Vuitton.
Incrível nas cores, no corte, tecido, maquiagem, cenário, composição... Muito deslumbrante, muito espetacular.
Fiquei até de bom humor!
Para o cogu que ficou curioso, clique aqui
5 de out. de 2010
Pérolas
Twitadas da Mulher Pera, que não recebeu nenhum voto nessas eleições:
"Um beijo para quem me adora, outro para quem me critica por pura inveja. Fiquem com Deus”
“Vou para a academia, cuidar do meu corpo e retirar o estrece (sic) e colocar o corpão em forma né? Tenho que manter a beleza para os holofotes”
“Eu nao tenho culpa de ter nascido divina meu bem”
“O TSE vive querendo me prejudicar só porque eu sou glamurosa e bonita, nao sei o porque esse preconceito com as mulheres frutas”
“Sou honesta e iria fazer esse brasil crecer (sic), construindo escolas de qualidade pra a populacao”
“Um bando de invejoso com inveja do
meu talento e do meu brilho, tentando me impedir de entrar para a politica, mesmo sabendo q sou capaiz (sic)”
“Vou asumir (sic) que eu votei em mim mesma e logico que a minha familia tambem, to arrasada, to indignada com esses corruptos do TSE”
“Realmente algumas pessoas estão concordando comigo, acho que houve um erro na contagem de votos, nao é possivel eu ter tido zero votos”
“Ainda estou triste porque nao fui eleita e saber que sem a minha ajuda o brasil vai afunda ainda mais”
“As pessoas no shoppping adora olhar pros meus peito,so porque eles são grandes e maravilhosos adoroo”
"Um beijo para quem me adora, outro para quem me critica por pura inveja. Fiquem com Deus”
“Vou para a academia, cuidar do meu corpo e retirar o estrece (sic) e colocar o corpão em forma né? Tenho que manter a beleza para os holofotes”
“Eu nao tenho culpa de ter nascido divina meu bem”
“O TSE vive querendo me prejudicar só porque eu sou glamurosa e bonita, nao sei o porque esse preconceito com as mulheres frutas”
“Sou honesta e iria fazer esse brasil crecer (sic), construindo escolas de qualidade pra a populacao”
“Um bando de invejoso com inveja do
meu talento e do meu brilho, tentando me impedir de entrar para a politica, mesmo sabendo q sou capaiz (sic)”
“Vou asumir (sic) que eu votei em mim mesma e logico que a minha familia tambem, to arrasada, to indignada com esses corruptos do TSE”
“Realmente algumas pessoas estão concordando comigo, acho que houve um erro na contagem de votos, nao é possivel eu ter tido zero votos”
“Ainda estou triste porque nao fui eleita e saber que sem a minha ajuda o brasil vai afunda ainda mais”
“As pessoas no shoppping adora olhar pros meus peito,so porque eles são grandes e maravilhosos adoroo”
3 de out. de 2010
saudades já
Cogumelos. O champignon está ótimo. Com muitas saudades de todos - principalmente do porto bello - como imaginar-se-ia...
por aqui tudo está ótimo. bem corrido... ainda nao tenho ape, estou couch (é assim que se escreve??) surfing total...
a facul começa amanha! to animado! comentem em baixo p eu saber como está cada um de vcs. E depois alguem se encarrega de apagar.
Saudades já
Bisous
sr champignon
por aqui tudo está ótimo. bem corrido... ainda nao tenho ape, estou couch (é assim que se escreve??) surfing total...
a facul começa amanha! to animado! comentem em baixo p eu saber como está cada um de vcs. E depois alguem se encarrega de apagar.
Saudades já
Bisous
sr champignon
2 de out. de 2010
1 de out. de 2010
Incredibox.fr
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